
RECONSTRUÇÃO COM RESULTADO FUNCIONAL E ESTÉTICO
Tratamento especializado da hipospádia.
Cada criança é avaliada de forma criteriosa para definir a técnica reconstrutiva mais adequada ao seu grau de hipospádia, sempre com foco em uma única cirurgia bem-sucedida.
Doutorado UFRJ • Formação internacional • Mais de 25 anos de experiência • Casos primários, complexos e reoperações
A PRIMEIRA MENSAGEM AOS PAIS
Toda hipospádia tem tratamento.
Receber esse diagnóstico costuma gerar dúvidas e preocupação. Isso é natural.
A primeira mensagem é simples: não importa o grau de complexidade - cada caso tem um caminho claro a seguir.
Em algumas crianças o tratamento é mais simples. Em outras, pode exigir reconstruções em etapas.
Nosso compromisso é conduzir cada criança até a conclusão do tratamento, buscando sempre o melhor resultado funcional e estético.
Continue
Entenda a hipospádia
O QUE É
O que é hipospádia?
A hipospádia é uma condição congênita que afeta o desenvolvimento do pênis. Ela se forma ainda durante a fase fetal e pode apresentar diferentes graus de intensidade.
Posicionamento anormal do meato uretral

Normal
Hipospádia
A abertura da uretra (meato uretral) não fica na ponta da glande, podendo localizar-se em diferentes posições na face inferior do pênis.
Malformação do prepúcio (prepúcio em capuz)

Normal
Hipospádia
O prepúcio costuma ser incompleto na face inferior, com excesso de pele concentrado apenas na parte superior - formando um "capuz" sobre a glande.
Curvatura peniana (chordee)

Normal
Hipospádia
O pênis pode apresentar uma curvatura voltada para baixo, que varia de leve a mais acentuada entre os pacientes.
Essas alterações podem ocorrer isoladamente ou em combinação. A avaliação por um urologista pediátrico especializado permite identificar corretamente cada característica e definir o tratamento mais adequado para cada criança.
PLANEJAMENTO CIRÚRGICO
Cada criança é única.
O planejamento da cirurgia também.
Embora a posição do meato uretral seja importante, ela representa apenas um dos aspectos considerados no planejamento da cirurgia.
Durante a consulta, avaliamos cuidadosamente diversos detalhes anatômicos que influenciam a escolha da técnica cirúrgica e o resultado esperado.
O QUE AVALIAMOS EM CADA CRIANÇA

01
Posição do meato
A localização da abertura da uretra é um dos principais fatores para definir a complexidade da reconstrução. A posição definitiva só pode ser determinada após a completa retificação do pênis durante a cirurgia.

02
Curvatura peniana
A intensidade da curvatura influencia diretamente o planejamento cirúrgico. Nos casos mais acentuados, pode ser necessário realizar a correção em duas etapas.

03
Placa uretral
A placa uretral é o tecido que se estende do meato hipospádico até a glande. Quando apresenta boa qualidade, pode ser utilizada para reconstruir a nova uretra.

04
Pele disponível
A quantidade e a qualidade da pele disponível ajudam a definir quais tecidos poderão ser utilizados na reconstrução e se haverá necessidade de enxertos.

05
Desenvolvimento da glande
O tamanho e o formato da glande influenciam o planejamento da reconstrução e contribuem para o resultado funcional e estético.
Nenhum desses fatores é analisado isoladamente.
É a combinação entre eles que define a melhor estratégia cirúrgica para cada criança.
Reconhecer essas combinações não vem apenas da teoria. Vem da experiência adquirida ao longo de décadas, avaliando e operando um grande número de crianças com hipospádia.
UMA FILOSOFIA DE FORMAÇÃO

Experiência que faz diferença.
Fiz minha formação no Children's Hospital of Philadelphia, treinado por Howard Snyder e Douglas Canning, em um serviço cuja filosofia foi construída pelo Dr. John Duckett, responsável por cunhar o termo "hipospadiologista" e uma das maiores referências mundiais em cirurgia de hipospádia.
Ele definiu com hipospadiologista o cirurgião que dedica sua prática, de forma contínua e sistemática, à reconstrução da hipospádia — semanalmente, ao longo de décadas — e não apenas ocasionalmente. Uma verdadeira subespecialidade.
Foi com essa filosofia que construí minha prática — e é essa experiência acumulada que aplico em cada criança.
QUAL O MELHOR MOMENTO
Por que costumo recomendar a cirurgia por volta
dos 6 meses.
Na minha prática, sempre que as condições clínicas permitem, procuro realizar a cirurgia por volta dos 6 meses de idade.
Esta é a idade em que conseguimos oferecer segurança, um pós-operatório mais tranquilo e um menor impacto emocional para o bebê.

01
Segurança anestésica
Operar um bebê de 6 meses, 1 ou 2 anos não apresenta diferença do ponto de vista anestésico quando realizado por equipe especializada em centros preparados.

02
Pós-operatório mais simples
O bebê ainda não engatinha nem anda, o que torna os cuidados pós-operatórios muito mais fáceis para os pais e mais confortáveis para a criança.

03
Menor impacto emocional
Nessa fase, o bebê ainda não desenvolveu memória ou percepção corporal da cirurgia, tornando a experiência menos marcante do ponto de vista psicológico.

04
Quando há duas etapas
Nos casos mais complexos, em que optamos por uma reconstrução em duas etapas, iniciar o tratamento aos 6 meses permite concluir todo o processo ainda nos primeiros anos de vida.
Perdi a conta de quantos pais disseram exatamente a mesma frase após o tratamento:
Ainda bem que fizemos a cirurgia quando ele era bebê.
"
"
Hoje seria muito mais difícil cuidar dele depois da cirurgia.

É por isso que, dentro do que cada caso permite, meu objetivo é sempre a melhor combinação entre segurança, recuperação e bem-estar para a criança e sua família.
SUCESSO
O que realmente influencia o resultado da cirurgia.
Depois de mais de duas décadas dedicadas à reconstrução da hipospádia, aprendi que um bom resultado não depende de um único fator.
Ele nasce da combinação do que costumo chamar de Regra dos 4 Ps.

02. Profissional
Experiência faz a diferença.
Em hipospádia, conhecimento técnico é apenas o começo.
Executar reconstruções complexas, dominar diferentes técnicas e decidir qual a melhor para cada criança exige prática contínua ao longo de muitos anos.
É por isso que existe o conceito de hipospadiologista: o cirurgião dedicado à reconstrução da hipospádia de forma frequente e contínua.

01. Paciente
Cada criança é única.
O tipo de hipospádia, a curvatura peniana, a qualidade dos tecidos e outras características individuais determinam a complexidade da reconstrução. Por isso, casos diferentes não devem ser comparados entre si.

04. Pós-operatório
A cirurgia continua após a cirurgia.
Curativos, drenagem linfática quando indicada, orientações à família e acompanhamento próximo fazem parte do tratamento e influenciam diretamente no resultado final.

03. Preparo
Cada detalhe importa.
Planejamento cirúrgico, equipe anestésica pediátrica, hospital preparado, instrumentais específicos e materiais adequados trabalham juntos para ofererer máxima segurança e melhores resultados.
A diferença está no conjunto.
Os quatro Ps precisam trabalhar em harmonia. Não basta um excelente cirurgião se o caso for mal planejado. Não basta uma cirurgia tecnicamente perfeita se o pós-operatório não receber os cuidados necessários.
É a combinação desses fatores que oferece a melhor oportunidade de um resultado funcional, estético e duradouro.
ACOMPANHAMENTO
A cirurgia termina em poucas horas.
O acompanhamento pode durar anos.
Costumo acompanhar meus pacientes durante o crescimento e, quando necessário, até a puberdade.

É nessa fase que confirmamos uma boa cicatrização e a evolução funcional e estética da reconstrução ao longo do crescimento.
Meu compromisso não termina no centro cirúrgico.
Ele continua até termos a certeza que a criança cresceu bem,
urinando bem e com um resultado funcional e estético duradouro ao longo da vida.
QUANTAS CIRURGIAS
podem ser necessárias?
Na maioria dos casos, a hipospádia é corrigida com sucesso em uma única cirurgia.
Apenas em situações mais complexas, sobretudo quando há curvatura peniana significativa, duas ou mais intervenções podem ser necessárias.

Mesmo nas formas mais complexas de hipospádia, o planejamento cuidadoso e a experiência cirúrgica permitem alcançar resultados funcionais e estéticos muito satisfatórios.
RESULTADOS
Quais são os resultados esperados da cirurgia?
O objetivo da cirurgia não é apenas corrigir uma alteração anatômica, mas reconstruir função, forma e desenvolvimento da maneira mais harmoniosa possível.
Objetivos da cirurgia
A cirurgia realizada corretamente deverá:

1. Corrigir a curvatura peniana
Quando presente, a curvatura é cuidadosamente tratada para permitir alinhamento adequado do pênis ao longo do crescimento.

2. Reconstruir a uretra
A nova uretra deve apresentar calibre adequado e permitir um jato urinário funcional e direcionado.

3. Reposicionar a abertura uretral
O objetivo é posicionar o meato uretral urinário o mais próximo possível da anatomia normal.

4. Remodelar a glande
A reconstrução busca um aspecto natural, equilibrado e harmonioso da glande.

5. Corrigir a malformação do prepúcio
O excesso de pele característico da hipospádia também é reconstruído durante o procedimento.

Nosso objetivo é oferecer não apenas correção cirúrgica, mas desenvolvimento funcional e estético saudável ao longo da vida.
EXPERIÊNCIA E DEDICAÇÃO
Mais de 25 anos dedicados à urologia pediátrica com foco na correção da hipospádia.
Formação internacional
Formação internacional no Children's Hospital of Philadelphia (EUA), aliando refinamento técnico e experiência em reconstrução genital infantil.
Experiência em casos complexos
Muitos pacientes avaliados já passaram por cirurgias prévias ou necessitam de reconstruções em etapas e enxertia.
Decisão técnica criteriosa
Cada caso exige definição criteriosa da técnica mais adequada e do momento ideal da cirurgia.

NOSSA ABORDAGEM
Como conduzimos o tratamento da hipospádia
Após uma avaliação cuidadosa, seguimos um protocolo estruturado para garantir segurança em todas as etapas do tratamento.

1. Agende uma consulta
Presencial ou por telemedicina, com avaliação inicial com escuta alerta à história clínica e definição da conduta.

2. Avaliação cirúrgica
Exame físico detalhado, análise dos exames e explicações claras sobre as opções de tratamento.

3. Confirmação da conduta
Planejamento cirúrgico e orientações práticas sobre o preparo e início do processo.

4. Consulta anestésica
Equipe anestésica pediátrica altamente especializada, com avaliação pré-operatória antes da internação.

5. Cirurgia e internação
Procedimento realizado com técnica especializada em hospitais de excelência. Internação de um dia.

6. Acompanhamento pós-operatório
Seguimento prolongado até a plena recuperação da criança para garantir evolução segura e melhores resultados.
DEPOIMENTOS
Relatos ao longo do tratamento e do pós-operatório
O Dr. Domingos Bica faz parte da minha vida há 17 anos. Realizei uma cirurgia de hipospadia ainda bebê, com excelente resultado. Desde então, sigo em acompanhamento com um profissional atencioso, sempre disponível e extremamente experiente.
Artur Teixeira (RJ)
Dr. Domingos é muito atencioso e cuidadoso, com uma ótima equipe. Meu filho passou por uma cirurgia de hipospádia e teve uma recuperação rápida, com acompanhamento pós-operatório muito seguro.
Thiago Marques (MG)
Meu filho realizou cirurgia com o Dr. Domingos Bica e tivemos uma experiência extremamente positiva. Atendimento atencioso, grande conhecimento técnico e acompanhamento próximo em todas as etapas.
Valdeck Carvalho (RJ)
Mais avaliações disponíveis no Google
FAQ
Perguntas frequentes sobre hipospádia
A seguir respondemos algumas das dúvidas comuns dos pais sobre hipospádia.
Conteúdo médico elaborado e revisado por:
Dr. Domingos Bica
Urologista Pediátrico
CRM-RJ 52.41744-5 | RQE 53312
ENTENDA O TRATAMENTO
Como planejamos o tratamento e o pós-operatório da hipospádia.
Nesta sessão, apresentamos explicações sobre as principais técnicas utilizadas no tratamento da hipospádia, além de exemplos clínicos, cuidados pós-operatórios e aspectos envolvidos na cirurgia reconstrutiva pediátrica.




