EXPERIÊNCIA CIRÚRGICA
Entenda as técnicas cirúrgicas, visualize alguns casos e cuidados pós-operatórios da hipospádia.
Nesta página, apresentamos algumas das principais técnicas utilizadas na reconstrução da hipospádia, além de exemplos clínicos autorizados, cuidados pós-operatórios e aspectos envolvidos no planejamento cirúrigico pediátrico.
O obejtivo é ajudar pais e responsáveis a compreenderem melhor as diferentes possibilidades de tratamento e acompanhamento.
CLASSIFICAÇÃO
Graus de complexidade das hipospádias.
As hipospádias apresentam diferentes graus de complexidade, variando desde casos em que o meato uretral está próximo à ponta do pênis até casos mais complexos, onde o meato se localiza na região perineal ou escrotal. A localização do meato e o grau de curvatura ventral do pênis são fatores decisivos na escolha da técnica cirúrgica.
Esta figura classifica os tipos de hipospádia de acordo com a localização do meato uretral:
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Hipospádia Glandar: Meato na base da glande.
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Hipospádia Coronal: Meato no sulco coronal.
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Hipospádia Peniana Distal: Meato no terço distal do pênis.
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Hipospádia Médio-Peniana: Meato no meio da haste peniana.
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Hipospádia Proximal (Penoescrotal, Escrotal e Perineal): Meato próximo ao escroto ou região perineal, geralmente com curvatura significativa.

PLANEJAMENTO CIRÚRGICO
Grau da hipospádia x técnica
utilizada na reconstrução.
Com base no grau de complexidade apresentado, adotamos diferentes técnicas cirúrgicas para garantir os melhores resultados possíveis.
Abaixo os esquemas cirúrgicos autorais elaborados pelo Dr. Domingos Bica para demonstrarmos as cirurgias que realizamos.
GLANDAR
1. Hipospádia glandar.
1.1 Técnica do Avanço Parameatal (Snyder)
Técnica: avanço do meato uretral e plástica da glande. Técnica desenvolvida pelo Dr. Howard Snyder, referência histórica em Urologia Pediátrica no Children's Hospital of Philadelphia (EUA).
Utilizada para reposicionar o meato uretral na ponta da glande, com excelentes resultados estéticos e funcionais. Sucesso acima de 98%.
Esquema ilustrativo:


1. Meatoplastia

2. Glanduloplastia
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DISTAIS
2. Hipospádia coronal e peniana distal.
Técnicas indicadas para hipospádias localizadas no terço distal do pênis, geralmente com curvatura leve.
2.1 Técnica de Duplay
Técnica: Tubularização da placa uretral para reconstrução da uretra em uma única etapa. Indicada para pacientes com hipospádias distais ou médio-penianas, desde que apresentem uma placa uretral de boa qualidade e diâmetro adequados para a reconstrução da uretra.
Esquema ilustrativo:

BOA PLACA URETRAL
1. Reconstrução da uretra (uretroplastia)
2. Meato e glanduloplastia
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2.2 Técnica de TIP (Snodgrass)
Técnica: procedimento que permite a reconstrução uretral em casos com placa uretral de diâmetro ligeiramente reduzido. Consiste em uma incisão na linha média dorsal da placa uretral, o que permite o alargamento necessário para a tubularização e reconstrução do segmento de uretra ausente.
Esquema ilustrativo:

PLACA URETRAL LIGEIRAMENTE ESTREITA
1. Incisão longitudinal da placa uretral
2. Uretroplastia
3. Meato e glanduloplastia
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3
Técnica: Uso de enxerto do prepúcio mucoso dorsal para placas estreitas, prevenindo estenoses e garantindo funcionalidade.
Esquema ilustrativo:

PLACA URETRAL ESTREITA
1. Aárea de obtenção do enxerto prepúcio
2. Enxerto aplicado na superfície placa incisada
3. Uretroplastia
4. Meato e glanduloplastia
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PROXIMAIS - CURVATURA
3. Hipospádias proximais ou com severa curvatura.
Hipospádias mais proximais (penoescrotais, escrotais e perineais) geralmente apresentam uma curvatura ventral acentuada da haste peniana (> 30º), exigindo técnicas cirúrgicas mais complexas, normalmente realizadas em dois estágios. A correção da curvatura envolve uma abordagem na face ventral do pênis, onde será reconstruída a uretra.
3.1 Técnica em dois estágios com enxerto de prepúcio mucoso dorsal
Técnica: Esta técnica é indicada exclusivamente para casos primários (sem cirurgia prévia para hipospádia) sem placa uretral, onde se utiliza um enxerto de prepúcio mucoso em duas etapas para alcançar um resultado funcional e estético satisfatório.
Primeira Etapa: Realiza-se a correção da curvatura ventral e o enxerto de mucosa do prepúcio, que formará uma "placa uretral". Essa "placa" será a base para a reconstrução uretral posterior.
Segunda Etapa: Cirurgia destinada à reconstrução da uretra (técnica de Duplay) utilizando a "placa uretral" criada na primeira etapa, visando um formato e função anatômicos.
Esquema ilustrativo da 1ª Etapa Cirúrgica:

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PLACA URETRAL AUSENTE
1.Local de obtenção do enxerto de prepúcio
2. Enxerto para revestir a face ventral do pênis.
Esquema ilustrativo do 2ª Etapa Cirúrgica (Uretroplastia):

1
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BOM ENXERTO
1. Uretroplastia
2. Aspecto final da cirurgia
COMPLEXOS
4. Casos complexos e reoperações.
Para hipospádias mais proximais, onde o meato uretral se encontra em uma posição mais próxima ao escroto ou perineal, é comum observar uma curvatura ventral acentuada do pênis. Esses casos geralmente requerem técnicas cirúrgicas mais complexas, muitas vezes realizadas em dois estágios, para corrigir a curvatura e reposicionar a uretra, assegurando uma recuperação funcional e estética satisfatória.
4 Técnica em estágios com enxerto de prepúcio mucosa bucal
Técnica: Indicada para hipospádias proximais mais complexas e reoperações de casos secundários, essa técnica utiliza o enxerto de mucosa bucal, geralmente realizado em dois estágios (STAG - "Staged tubularized autograft hypospadias repair - (straighten and graft"). Em reoperações onde há tecido fibroso significativo, o enxerto pode ser adiado, exigindo um terceiro estágio (STAC - "Straighten and close hypospadias repair") para uma abordagem segura e eficaz.
Primeira Etapa: Corrige a curvatura ventral e realiza o enxerto de mucosa bucal, criando uma "placa uretral" que será utilizada para a reconstrução da uretra. Nos casos de reoperações com tecido fibroso excessivo, o enxerto pode ser adiado, tornando necessário um terceiro estágio.
Segunda Etapa: Utiliza a "placa uretral" criada na primeira etapa para reconstruir a uretra, empregando a técnica de Duplay para restabelecer a função e forma anatômicas.
Terceira Etapa (casos de tecido fibroso significativo): Em reoperações complexas, onde o tecido local não permite o enxerto no primeiro tempo, realiza-se um estágio adicional para viabilizar o enxerto e evitar complicações.
Esquema ilustrativo do Enxerto de Mucosa Bucal:

1. Área doadora do enxerto de mucosa bucal
2. Enxerto para revestir a face ventral do pênis.
HIPOSPÁDIAS PROXIMAIS OU REOPERAÇÕES
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RESULTADOS
Resultados: Antes e Depois
Abaixo estão fotos de antes e depois, mostrando as melhorias estéticas e funcionais obtidas com os tratamentos.
ACOMPANHAMENTO
Cuidados pós-operatórios
O acompanhamento pós-operatório cuidadoso é fundamental para uma recuperação segura e uma boa cicatrização.
Curativo: Nos primeiros dias após a cirurgia, o curativo original gerealmente permanece intacto até a primeira orientação da equipe.
Sonda Urinária: A maioria dos pacientes permanece com uma sonda urinária temporária por alguns dias, permitindo a drenagem da urina enquanto ocorre a cicatrização da nova uretra.
Acompanhamento Médico: O acompanhamento é realizado de forma próxima e individualizada, permitindo monitorar a cicatrização e orientar cada fase da recuperação.
Cada reconstrução possui características próprias. Por isso, todas as orientações pós-operatórias são individualizadas e acompanhadas diretamente por nossa equipe.
CURATIVOS
Detalhes dos curativos que utilizamos nos nossos pacientes.
1 Curativo com dupla fralda (para bebês)

2 Curativo com extensão para a perna (para meninos maiores)















