
Especialização em Urologia Pediátrica no Children's Hospital of Philadelphia (USA)
O risco real do refluxo vesicoureteral não está no diagnóstico — mas no momento certo da decisão.
Saber quando manter a observação, suspender o antibiótico ou operar pode fazer toda a diferença para preservar a função renal do seu filho.
Experiência em cada etapa do cuidado ao refluxo:
✔ Mais de 25 anos dedicados à urologia pediátrica;
✔ Atuação integrada com pediatras e nefrologistas;
✔ Pionierismo em tratamento endoscópico;
✔ Vivência cirúrgica em quadros complexos de refluxo.
O que é refluxo vesicoureteral?
Quando o ureter entra na bexiga, ele passa por um “túnel” na parede da bexiga formado por uma camada fina de mucosa. Esse túnel atua como uma válvula: quando a bexiga se enche, a pressão da urina o comprime e impede que o líquido volte para cima.
Se esse túnel for muito curto ou estiver ausente, essa válvula não funciona — e ocorre o refluxo de urina da bexiga para o ureter e para os rins. Esse quadro é chamado de refluxo vesicoureteral primário.
Em outros casos, o refluxo pode ser causado por problemas associados, como:
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Válvula de uretra posterior
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Ureterocele
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Bexiga neurogênica
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Distúrbios miccionais
Nesses casos, chamamos de refluxo vesicoureteral secundário.

Porque o refluxo precisa ser acompanhado?
O refluxo vesicoureteral está presente em até 50% das crianças que tiveram infecção urinária.
O problema é que, ao permitir que a bactéria da bexiga suba até os rins, o refluxo pode causar uma infecção mais grave — chamada pielonefrite — e, com ela, lesões e cicatrizes renais.
Quando não diagnosticado ou tratado adequadamente, o refluxo pode evoluir e causar perda funcional do rim ou, em casos graves, insuficiência renal crônica.
Quando é necessário investigar o refluxo vesicoureteral?
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Crianças com infecção urinária febril de repetição, confirmada por exame de urina adequado;
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A infecção urinária em meninos ou em bebês com menos de 1 ano de idade;
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Presença de malformações urológicas conhecidas ou histórico familiar (irmãos com diagnóstico de refluxo);
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Achado de hidronefrose em ultrassonografia pré-natal (dilatação dos rins durante a gestação).
Qual exame diagnostica o refluxo vesicoureteral?
O refluxo vesicoureteral é diagnosticado por um exame radiológico chamado uretrocistografia miccional, feito por radiologista pediátrico. Consiste na introdução de contraste via sonda pela uretra, da criança, sem necessidade de anestesia geral.
Esse exame avalia também o aspecto da bexiga e da uretra, e identifica se o contraste retorna aos ureteres e rins - caracterizando o refluxo.

Bexiga
Uretrocistografia miccional demonstrando a urina refluindo da bexiga para o interior do ureter direito (setas azuis) até a pelve renal. Não existe refluxo do outro lado.
Que outros exames podem ser necessários em crianças com refluxo vesicoureteral?
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Ultrassonografia do trato urinário - geralmente realizada antes da uretrocistografia miccional. Permite avaliar rins, ureteres e bexiga, e pode detectar malformações associadas, como ureterocele ou dilatações.
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Cintilografia renal (DMSA) - exame de medicina nuclear que avalia a função atual dos rins e detecta cicatrizes renais causadas por infecções urinária anteriores.
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Cistografia isotópica (cistocintilografia) - exame semelhante à uretrocistografia, mas feita com radiofármacos e sem contraste radiológico. Utilizada apenas no controle evolutivo, pois não fornece detalhes anatômicos nem define o grau de refluxo.

Cintilografia renal de um dos nossos pacientes com refluxo vesico ureteral bilateral demonstrando cicatrizes em ambos os rins (setas azuis), com comprometimento da função renal.
Porque é importante saber o grau do refluxo vesicoureteral?
O refluxo vesicoureteral é classificado em cinco graus. O grau I é considerado muito leve, pois o refluxo atinge apenas o ureter, sem chegar ao rim. Já o grau V é o mais severo, com dilatação acentuada do ureter e do rim (ver esquema abaixo).
Saber o grau do refluxo ajuda a definir a melhor conduta e a prever a chance de resolução espontânea. Graus mais altos (IV e V) têm menor chance de melhora sem tratamento e maior risco de lesões renais, se não acompanhados corretamente.

Tratamento do refluxo vesicoureteral: clínico ou cirúrgico?
Existem dois caminhos principais para tratar o refluxo: medicamentoso (profilático) ou cirúrgico (endoscópico ou aberto).
A escolha depende de fatores como o grau do refluxo, a idade da criança, a frequência das infecções urinárias e a presença de cicatrizes renais.
Na maioria dos casos, especialmente nos graus mais leves, opta-se pela profilaxia antibiótica contínua - uma baixa dose de antibiótico noturno por via oral, com o objetivo de prevenir infecções urinárias enquanto se observa a possível resolução espontânea com o crescimento da criança.
Durante esse período, a criança é monitorada com exames periódicos (como a cintilografia renal com DMSA e a cistografia isotópica). Se o refluxo persistir por alguns anos ou a criança apresentar infecções urinárias febris mesmo com o antibiótico, pode haver indicação cirúrgia para correção definitiva.
Cirurgia aberta do refluxo: quando ainda é indicada
O tratamento cirúrgico aberto é reservado para crianças com refluxo de graus mais altos (graus IV e V), especialmente aquelas que apresentam infecções urinárias febris recorrentes apesar do tratamento clínico, ou que mostram progressão de lesões renais em exames como a cintilografia.
Nessa cirurgia, o ureter é reposicionado (reimplantado) na parede da bexiga. A porção terminal do ureter é envolvida por um túnel de mucosa, criando um mecanismo antirrefluxo. A cirurgia pode ser feita por pequena incisão no baixo-ventre (semelhante a uma cesariana) ou por via laparoscópica.
Após o procedimento, é comum o uso de sonda vesical e dreno ao redor da bexiga, com internação média de 2 a 3 dias.
Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, a cirurgia aberta tem sido indicada cada vez mais raramente, sendo reservada para situações específicas em que a correção endoscópica não é eficaz.

Sequência da cirurgia aberta: o ureter é reposicionado e suturado sob a mucosa da bexiga, criando um túnel protetor contra o refluxo de urina.
Tratamento endoscópico para o refluxo vesico ureteral
O tratamento endoscópico é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, realizado com um aparelho chamado cistoscópio, introduzido pela uretra até o interior da bexiga. Nenhuma incisão é necessária.
Durante o procedimento, uma pequena quantidade de substância é injetada na parede da bexiga, próxima ao(s) óstio(s) ureteral(is) (local por onde o ureter se conecta à bexiga). Isso cria uma elevação que atua como uma válvula antirrefluxo, impedindo que a urina volte aos rins.
O procedimento dura cerca de 30 minutos e, na maioria das vezes, a criança recebe alta no mesmo dia.
Ao longo dos anos, diversas substâncias foram testadas para esse tipo de correção. Atualmente, a mais utilizada é o Deflux®, por sua segurança, estabilidade e integração progressiva ao tecido do próprio organismo.
O sucesso do tratamento endoscópico depende do grau do refluxo, sendo mais eficaz nos casos leves a moderados (graus I a III). A taxa média de sucesso é de aproximadamente 85%. Para pacientes com refluxo grau V, geralmente não se obtêm bons resultados com essa técnica.

Ilustração do mecanismo antirrefluxo criado pela injeção do material no óstio ureteral.
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Destaques da formação do Dr. Bica:
✔️ Especialista em Urologia Pediátrica – Children's Hospital of Philadelphia (EUA)
✔️ Mais de 25 anos dedicados exclusivamente à uropediatria
✔️ Mestrado e Doutorado em Cirurgia – Faculdade de Medicina da UFRJ
✔️ Experiência internacional também na Suíça – Basler Kinderspital
✔️ Formação em Andrologia e Cirurgia Geral Pediátrica

CRM 52.41744-5 e RQE 53312
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