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Urologia Pediátrica - Dr. Domingos Bica
Dr Domingos Bica se especializou em Urologia Pediátrica no Children's Hospital of Philadelphia USA

Especialização em Urologia Pediátrica no Children's Hospital of Philadelphia (USA)

A criptorquidia é uma condição que exige avaliação precoce para proteger a fertilidade e prevenir complicações.
O diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos por um especialista com experiência cirúrgica e visão integral do desenvolvimento infantil.

Com mais de 25 anos de experiência, incluindo pesquisa internacional na Suíça, tese de mestrado no Brasil e atuação constante em congressos e publicações científicas, o Dr. Bica consolidou-se como referência internacional no tratamento de meninos com testículos não descidos. 

 

Nesta página, você vai entender:

  • O que é criptorquidia (e o que não é);

  • Quando é necessário tratar;

  • Como funciona o tratamento (com ou sem cirurgia);

  • E o que garante bons resultados com segurança.

      O que é criptorquidia?

O que e criptorquidia
O que é criptorquidia? - Dr Domingos Bica - Urologia Pediátrica
O que é  criptorquidia (testículo não descido) - Dr Domingos Bica - Urologista Pediatrico

A criptorquidia ocorre quando um ou ambos os testículos não descem corretamente até a bolsa escrotal durante o desenvolvimento do bebê.

Essa condição é mais comum do que se imagina e requer avaliação precoce com urologista pediátrico experiente, especialmente nos primeiros meses de vida.

 

Os testículos se formam no abdômen durante a gestação e, normalmente, completam sua migração para a bolsa escrotal no último trimestre da gravidez. Cerca de 1 a 3% dos meninos nascidos a termo e até 30% dos bebês prematuros podem nascer com testículos não descidos.

Na maioria dos casos, o testículo desce espontaneamente nos primeiros três meses de vida. No entanto, naqueles que não ocorre a descida, é necessário tratamento para corrigir a condição e garantir o desenvolvimento saudável da criança.

A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a grande maioria dos casos de criptorquidia pode ser resolvida com sucesso - garantindo o desenvolvimento normal e saudável da criança.

Testiculo nao palpado o que
Quando o testículo não está na bolsa, o que pode estar acontecendo? - Dr Domingos Bica - Urologia Pediátrica

      Quando o testículo não está na bolsa, o que pode estar acontecendo?

Três condições clínicas podem explicar a ausência do testículo na bolsa escrotal:

  • Criptorquidia: Quando o testículo não desce completamente, interrompendo seu trajeto normal. Ele pode estar no abdômen, canal inguinal ou na região pré-púbica.

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  • "Gliding testis": Também conhecido como testículo deslizante, essa condição ocorre quando o testículo desceu até uma posição próxima à entrada da bolsa escrotal, mas não permanece ali. Durante o exame físico, o médico consegue deslizar o testículo para dentro da bolsa, mas ele retorna rapidamente para fora ao ser solto. Embora esteja mais próximo da posição normal, essa condição pode causar confusão com o testículo retrátil e pode, em alguns casos, comprometer a fertilidade, embora de forma menos grave em comparação à criptorquidia.

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  • Testículo ectópico: O testículo completou sua descida, mas foi parar em uma localização anômala, como a raiz da coxa, base do pênis ou junto ao outro testículo na bolsa oposta.

criptorquidia - Dr Domingos Bica - Urologista Pediátrico

O testículo não desceu.

criptorquidia - Dr Domingos Bica - Urologista Pediátrico

O testículo pode ser mobilizado até a entrada da bolsa, mas retorna imediatamente. 

Testiculo ectopico -criptorquidia - Dr Domingos Bica - Urologista Pediátrico

O testículo completa a sua descida, mas se localiza fora da bolsa escrotal. 

Se ainda houver dúvidas sobre qual desses quadros pode se aplicar ao seu filho, um especialista poderá esclarecer durante a consulta.

Criptorquida causa
Qual a causa da criptorquidia? - Dr Domingos Bica - Uropediatra

      Qual a causa da criptorquidia?

Até o momento, a causa exata da criptorquidia ainda não é completamente conhecida.
Para que os testículos desçam corretamente durante a gestação, é necessário um equilíbrio hormonal adequado no eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal.

Uma das principais associações encontradas é o baixo peso ao nascimento, que representa um fator de risco importante. Além disso, o histórico familiar de criptorquidia pode aumentar a chance de recorrência.

Em meninos nascidos a termo, muitas vezes não é possível identificar um fator causal evidente, levando à chamada condição idiopática (sem causa definida).

Em resumo, acredita-se que a criptorquidia seja resultado de uma combinação de fatores genéticos, condições hormonais durante a gestação e ambientais, que interferem no desenvolvimento e na descida dos testículos.

Fatores risco criptorquidia
Fatores que podem aumentar o risco de criptorquidia em bebês - Dr Domingos Bica - Urologia Pediátrica

      Fatores que podem aumentar o risco de criptorquidia em bebês

Condições maternas durante a gestação:

  • Obesidade, diabetes ou hipertensão arterial

  • Uso de hormônios

  • Tabagismo e consumo de álcool

  • Pré-eclâmpsia

  • Exposição ao dietilestilbestrol

Fatores ambientais:

  • Ambientes com grande exposição a pesticidas

Condições neonatais e familiares:

  • Prematuridade

  • Baixo peso ao nascimento (PIG)

  • Predisposição familiar (pais ou irmãos com criptorquidia)

  • Fertilização in vitro

Síndromes genéticas associadas:

  • Prader-Willi, Noonan e Down

Minipuberdade
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      Minipuberdade: uma janela preciosa para avaliação testicular precoce

Além de observar se o testículo criptorquídico desce espontaneamente até os seis meses de vida, existe um período clínico-hormonal crítico que poucos conhecem e valorizam: a minipuberdade.

Esse fenômeno fisiológico ocorre entre a segunda semana e o terceiro mês após o nascimento, caracterizando-se por uma ativação transitória do eixo hormonal hipotálamo–hipófise–testículo. Durante esse período, o bebê apresenta níveis elevados de LH, FSH e testosterona, o que permite avaliar precocemente a função das células de Leydig e a maturação das células germinativas.

Porque esta avaliação é tão importante na cripotorquidia?

  • Permite estimar a capacidade funcional do testículo;

  • Ajuda a prever a chance de descida espontânea;

  • Oferece dados relevantes sobre o potencial de fertilidade futura.

Participação científica internacional

 

O Dr. Domingos Bica foi coautor de estudos clínicos pioneiros sobre minipuberdade e criptorquidia, conduzidos na Suíça, em colaboração com o renomado Dr. Faruk Hadziselimovic. Esses trabalhos demonstraram a relação direta entre a resposta hormonal durante a minipuberdade e o desenvolvimento das espermatogônias Ad, células fundamentais para a fertilidade masculina.

Referência:

Hadziselimovic F, Zivkovic D, Bica DT, Emmons LR.

The importance of mini-puberty for fertility in cryptorchidism.
J Urol. 2005; 174(2 Pt 2):1536–1539.

Avaliação especializada é essencial

A avaliação hormonal e funcional durante a minipuberdade não faz parte da rotina pediátrica habitual, mas é um aspecto que pode e deve ser considerado pelo especialista com experiência em criptorquidia. Quando realizada no tempo certo, essa avaliação pode influenciar diretamente na definição de condutas mais personalizadas — com impacto real sobre o prognóstico da função testicular e da fertilidade futura.

Ate quando esperar descida
Após o nascimento, até quando deve-se esperar para que o testículo desça espontaneamente? - Dr Domingos Bica - Uropediatra

      Após o nascimento, até quando deve-se esperar para que o testículo desça espontaneamente?

Dependendo dos resultados da avaliação da minipuberdade, é possível estimar a chance de descida espontânea. 

O testículo criptorquídico pode descer espontaneamente nos primeiros três meses de vida. Contudo, se nenhuma descida ocorrer até os seis meses, a descida espontânea não acontecerá mais. Nesses casos, é recomendado iniciar o tratamento da criptorquidia.

O gráfico abaixo ilustra a perda progressiva das células germinativas (futuros espermatozoides) nos meninos com criptorquidia à medida que o tempo passa.

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Essa perda celular pode comprometer a fertilidade futura se o diagnóstico e o tratamento forem adiados além do tempo ideal.

Por isso, a decisão terapêutica não deve ser postergada, além dos seis meses, sempre que possível.

Usar hormonio
Deve-se usar hormônio para produzir a descida de um testículo criptorquídico? - Dr. Domingos Bica - Urologia Pediátrica

      Tratamento hormonal: quando está indicado?

O tratamento hormonal não é indicado como primeira escolha para promover a descida testicular.
Durante as décadas de 1970 e 1980, diversos estudos testaram o uso de hCG (gonadotrofina coriônica humana) com esse objetivo. Os resultados foram altamente variáveis e, com o tempo, observou-se que o tratamento:

  • Apresentava eficácia limitada, principalmente em meninos com testículos mais altos ou mais de um ano de idade;

  • Produzia aumento transitório de volume, mas não garantia descida sustentada;

  • Podia causar efeitos colaterais testiculares, como lesão ao epitélio germinativo — motivo pelo qual seu uso deixou de ser recomendado nos principais consensos internacionais.

📉 Atualmente, a cirurgia (orquidopexia) segue como o tratamento padrão para a maioria dos casos de criptorquidia.

Mas o tratamento hormonal ainda tem papel?

Sim — especialmente em abordagens mais modernas e individualizadas.

A partir de 1982, estudos com análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (LH-RH), como a buserelina, mostraram que o tratamento pode ter efeitos benéficos sobre a maturação das células germinativas (Ad espermatogônias) — fundamentais para a fertilidade futura. Esses efeitos não estão relacionados à descida testicular em si, mas à recuperação funcional do testículo, especialmente em pacientes com risco aumentado de infertilidade

 

👉 Esse enfoque permite que a hormonoterapia seja considerada uma estratégia complementar, indicada com base no perfil individual de cada paciente e nos achados da biópsia testicular.

O Dr. Domingos Bica participou de estudos clínicos pioneiros na Suíça com o grupo do Dr. Faruk Hadziselimovic, demonstrando que:

  • Em alguns meninos submetidos à orquidopexia, o uso de buserelina melhorou a densidade de células germinativas pós-cirurgia;

  • A buserelina pode ser avaliada como terapia complementar individualizada, principalmente quando a biópsia testicular revela ausência ou escassez de células germinativas.

✅ Resumo prático:

  • O uso de hCG para induzir descida testicular não é mais recomendado.

  • A buserelina pode ter papel complementar na preservação da fertilidade, sob indicação especializada.

📖 Participação em estudos científicos internacionais:

O Dr. Domingos Bica foi coautor de estudos clínicos randomizados e duplo-cegos sobre o uso da buserelina na criptorquidia, conduzidos na Suíça em colaboração com o Dr. Faruk Hadziselimovic, uma das maiores autoridades mundiais no tema. Essas publicações reforçam o papel da hormonoterapia como ferramenta complementar na abordagem de pacientes com risco aumentado de infertilidade.

Referência:

  • Bica DT, Hadziselimovic F. Buserelin treatment of cryptorchidism: a randomized, double-blind, placebo-controlled study. J Urol. 1993;148:617–621.

💬 Cada caso é único. Se você tem dúvidas sobre a melhor abordagem terapêutica para seu filho, fale conosco e receba uma orientação individualizada

Complicacoes criptorquidia
Quais as complicações que a criptorquidia poderá trazer? - Dr Domingos Bica - Uropediatra

      Quais as complicações que a criptorquidia poderá trazer?

  • O risco de desenvolver câncer testicular é maior nesses pacientes, quando comparados à população em geral. Estima-se que seja cerca de 3 vezes maior quando a orquidopexia é realizada até a puberdade — e até 6 vezes maior quando feita após esse período.

  • Existe uma maior propensão à torção testicular, já que o testículo não está fixo na bolsa escrotal.

  • A hérnia inguinal, presente em quase todos os casos de criptorquidia, pode acarretar complicações, como o encarceramento herniário.

  • Os efeitos psicológicos do escroto vazio representam uma preocupação importante. Muitos meninos e adolescentes podem sentir-se desconfortáveis com a aparência ou função dos genitais, o que pode afetar sua autoestima e bem-estar emocional.
    Nesses casos, o suporte psicológico pode ser essencial para ajudar a criança ou o adolescente a lidar com essas questões, complementando o tratamento cirúrgico e promovendo um cuidado integral.

Tratamento criptorquidia
Qual é o tratamento da criptorquidia? - Dr Domingos Bica - Uropediatra

      Qual é o tratamento da criptorquidia?

O tratamento é cirúrgico e denominado orquidopexia, que permite descer o testículo até a bolsa escrotal.

A cirurgia deve ser realizada a partir dos seis meses de vida, garantindo maior chance de fertilidade futura e maior sucesso no posicionamento do testículo, especialmente se comparada à realização em idades mais avançadas.

 

A intervenção é feita sob anestesia geral, com alta hospitalar cerca de 12 horas após o procedimento.
A técnica é minimamente invasiva, com duas pequenas incisões: uma na região inguinal e outra na bolsa escrotal correspondente.

 

A recuperação costuma ser rápida, com retorno às atividades normais em poucos dias.
Durante esse período, cuidados simples ajudam na cicatrização, e os pais são orientados quanto ao controle da dor — geralmente com medicação leve prescrita.

 

O acompanhamento com o uropediatra é essencial para monitorar a recuperação, verificar o posicionamento do testículo e assegurar o sucesso do procedimento a longo prazo.

Fotos criptorquidia
Galeria de fotos da cirurgia de criptorquidia (orquidopexia) - Dr Domingos Bica - Uropediatra

      Galeria de fotos da cirurgia de criptorquidia (orquidopexia)

As imagens abaixo ilustram o processo cirúrgico de criptorquidia de forma educativa. Foram suavizadas para proporcionar uma melhor experiência visual, mas mostram de maneira clara o procedimento.

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O Dr. Bica vem tratando meninos com criptorquidia há mais de duas décadas. Sua vasta experiência e formação internacional garantem um atendimento de alta qualidade, sempre priorizando o bem-estar do seu filho. Com dedicação e acompanhamento cuidadoso, o Dr. Bica e sua equipe estão ao seu lado durante todo o processo, proporcionando segurança e confiança em cada etapa do tratamento.

Destaques da formação do Dr. Bica:
✔️ Especialista em Urologia Pediátrica – Children's Hospital of Philadelphia (EUA)
✔️ Mais de 25 anos dedicados exclusivamente à uropediatria
✔️ Mestrado e Doutorado em Cirurgia – Faculdade de Medicina da UFRJ
✔️ Experiência internacional também na Suíça – Basler Kinderspital
✔️ Formação em Andrologia e Cirurgia Geral Pediátrica
CRM 52.41744-5 e RQE 53312
Dr. Domingos Bica destaque da Urologia Pediátrica

Nosso compromisso é oferecer um tratamento cuidadoso, individualizado e seguro - com cada etapa acompanhada de perto.

1. Agende uma Consulta

Presencial ou por telemedicina,  com avalição inicial com escuta atenta à história clínica e definição da conduta.

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2. Avaliação Cirúrgica com o Dr. Bica

Exame físico detalhado, análise dos exames e explicações claras sobre as opções de tratamento.

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3. Confirmação da Conduta e Planejamento Cirúrgico

Confirmação da real necessidade da cirurgia, orientações práticas sobre o preparo e início dos trâmites para o procedimento.

4. Consulta com o Anestesista Antes da Internação

Prática implantada pelo Dr. Bica há mais de 25 anos, após sua formação na Suíca.

Anestesistas da nossa equipe, com quem trabalhamos há anos, possuem alta qualificação e especialização em anestesia pediátrica. Essa conduta diferenciada garante maior segurança para a criança e tranquilidade para a família.

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5. Cirurgia em Hospital de Excelência

Os hospitais são escolhidos com base em critérios técnicos definidos pelo Dr. Bica.

Priorizando estruturas modernas, materiais adequados e ambiente seguro, para oferecer o melhor suporte em todas as etapas do tratamento.

6. Acompanhamento Pós-operatório

O Dr. Bica acompanha diretamente todas as etapas do pós-operatório - desde o período de internação até a plena recuperação da criança, no consultório.

Mais um destaque dessa equipe multidisciplinar: quando necessário, sua instrumentadora atua sob supervisão direta, auxiliando a família nos curativos e cuidados iniciais. 

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Conte com atendimento seguro e de excelência - presencial ou por telemedicina, com a mesma dedicação.

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